Fogo na Chapada é controlado, mas ainda há focos, aponta secretário

Regiões são atingidas pelas chamas dentro e fora do Parque Nacional.
Há destruição de orquídeas, morte de animais e impacto sobre nascentes.


Informações G1 BA
Incêndio teria destruído 30 mil hectares na região da Chapada, segundo governo. (Foto: Divulgação/ICMBio)
Incêndio teria destruído 30 mil hectares na região da Chapada, segundo governo. (Foto: Divulgação/ICMBio)

O incêndio que atinge a região da Chapada Diamantina, na Bahia, tem situação considerada sob controle, mesmo com seis focos ainda em ação, conforme a Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema). Segundo o órgão, os focos estão localizados em Morro Branco, Barro Branco, na comunidade de São João, todos dentro do Parque Nacional da Chapada; além de Mucugê e Seabra, fora do parque. Também há um grande foco entre Jacobina e Pindobaçu.
Já o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra o Parque Nacional da Chapada Diamantina, divulgou que há três focos de incêndio na região nesta quinta-feira (19). De acordo com o instituto, o ponto mais preocupante é o Vale do Capão por conta do difícil acesso. Outro foco registrado é o que está em direção ao Rio Mucugezinho, conforme o ICMBio. A entidade ainda informa que há outro foco localizado fora do Parque Nacional, em Mucugê.
"Nós consideramos que o incêndio está sob controle. Isso não quer dizer que não tenham focos de incêndio. Continuam e tem os que ressurgem. Mas hoje com a estrutura que estamos aqui, com 11 aeronaves mais 76 homens do Corpo de Bombeiros, mais brigadistas, estamos conseguindo conter gradativamente os focos e conseguindo que não avancem significativamente", avaliou o secretário de Meio Ambiente, Eugênio Spengler em conversa com o G1 na manhã desta quinta-feira.
O secretário informa que, segundo estudo feito por meio de georefereciamento pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e avaliação de técnicos da pasta, a estimativa é de que aproximadamente 30 mil hectares tenham sido atingidos pelo incêndio, não só dentro do parque, como também fora. Na quarta (18), a informação passada pelo secretário era de que cerca de 15 mil hectares tinham sido atingidos.
Os focos de Morro Branco e de Mucugê foram alvo de combate por aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) na quarta-feira (18), no primeiro dia de apoio da equipe na região. Segundo a FAB, foram lançados 48 mil litros de água em quatro voos para acabar com as chamas.
São 11 aeronaves – sete aviões e quatro helicópteros – a serviço do combate ao fogo. As aeronaves são usadas para lançamento de rajadas de água sobre a área atingida, transporte dos bombeiros e brigadistas às áreas de difícil acesso, além de monitoramento aéreo para subsidiar os rumos do combate. Ainda atuam no confronto às chamas brigadistas voluntários da região e bombeiros.
O secretário Eugênio Spengler diz que solicitou nova aeronave para combater especificamente o foco entre Jacobina e Pindobaçu.
Incêndio acontece há mais de uma semana.
(Foto: Tayne Luz/CascaPublic)
Perda ambiental
“As perdas são muito grandes. Talvez não se possa superar [danos]”. Assim o secretário de Meio Ambiente da Bahia (Sema), Eugênio Spengler, definiu os prejuízos que os incêndios espalhados pelo Parque Nacional da Chapada Diamantina provocam em todo o estado.
Identificado pelas equipes de combate no dia 12 de novembro, o fogo já consumiu  vegetação entre os municípios de Andaraí, Ibicoara, Itaetê, Lençóis, Mucugê e Palmeiras. A destruição de orquídeas, a morte de animais e impacto sobre as nascentes são apontados como as principais consequências do incêndio.
Localizada no Centro da Bahia, a Chapada Diamantina é apontada pela Superintendência de Fomento ao Turismo (Bahiatursa) como coração do estado. Embora vital, Spengler detalha que a região está ferida. O Rio Paraguaçu, por exemplo, responsável por parte do abastecimento das regiões metropolitanas de Salvador e Feira de Santana, sofre com os impactos do fogo.
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