Morro do Pai Inácio é um dos cartões-postais da Chapada Diamantina; conheça a história do local - Comando Brasil

Morro do Pai Inácio é um dos cartões-postais da Chapada Diamantina; conheça a história do local

É contado pelos moradores mais antigos de Palmeiras, município onde está localizado o morro - que Inácio era um escravo que teve um romance com a filha de um fazendeiro poderoso da região.

Informações Jornal da Chapada

O morro tem esse nome devido ao escravo Inácio, que casou-se com sua sinhazinha e teve um filho (Foto: Reprodução/Setur)
O morro tem esse nome devido ao escravo Inácio, que casou-se com sua sinhazinha e teve um filho (Foto: Reprodução/Setur)

O Morro do Pai Inácio, cartão-postal da Chapada Diamantina, é um local que além de dar um prazer visual a quem desfruta de suas belezas, está permeado de um mito que dá o nome do lugar. É contado pelos moradores mais antigos de Palmeiras, município onde está localizado o morro – que Inácio era um escravo que teve um romance com a filha de um fazendeiro poderoso da região.

Por um tempo o romance proibido dos dois foi secreto, mas logo o pai da moça soube de tudo. O fazendeiro enfurecido com o fato ordenou ao seu capataz que tirasse a limpo o caso e, sendo confirmado, torturasse e matasse o escravo. Esta ao saber da decisão do pai em punir o seu amado, correu ao seu escravo para contá-lo e impedir que lhe fosse feito algum mal.

À pedido da sinhazinha, Inácio aceitou fugir com a promessa de que iriam se encontrar e ficar juntos para sempre. Como prova de seu amor deixou com ele, sua linda e querida sombrinha comprada na Europa, para que ele sempre recordasse dela. Despediram-se rapidamente antes que o capataz pudesse surpreendê-los. O escravo Inácio deu início a sua fuga o mais rápido possível.

Antes de se casar, Inácio passou meses fugindo e foi dado como morto após ‘saltar’ do morro que hoje leva seu nome (Foto: Reprodução/Intagram @ricardo_tim_)
Antes de se casar, Inácio passou meses fugindo e foi dado como morto após ‘saltar’ do morro que hoje leva seu nome (Foto: Reprodução/Instagram @ricardo_tim_)

Passaram-se meses de um lugar para o outro em grutas, cavernas, acampado na mata, sempre próximo de rios e cachoeiras onde se banhava e se alimentava com facilidade. Certo dia o capataz soube o paradeiro do escravo e saiu em seu encalço. Inácio teria corrido e só pegado a sombrinha da sua amada. Quando teve a ideia de se esconder no topo do morro a sua frente e escapou da busca momentaneamente.

O fazendeiro ofereceu recompensa pela captura do escravo fugitivo vivo ou morto. Pistoleiros então seguiram morro acima após uma pista do esconderijo de Inácio, que enganou seus perseguidores mais uma vez. Depois pensou em se apresentar ao capataz e aos capangas para que estes tentassem alveja-lo e simularia uma queda do morro para que pensassem que ele teria morrido e, assim, o deixariam viver em paz. E tudo ocorreu como havia pensado.

Os capangas sob a ordem do capataz se espalharam pelo morro. Grudado em sua sombrinha, o negro Inácio correu para a beira do morro que ficava a uns trezentos metros de altura. E ao sentir que os capangas se aproximavam atirando, deu um salto fantástico para o precipício, abriu a sobrinha e sumiu. Nenhum dos pistoleiros teve coragem de ficar tão próximo a borda da pedra do morro para verificar a queda e o paradeiro do corpo do escravo, nem mesmo o capataz.

Morro do Pai Inácio em duas imagens com diferença de 57 anos. Foto montagem foi publicada pelo Guia Márcio Ribeiro
Morro do Pai Inácio em duas imagens com diferença de 57 anos. Montagem publicada pelo Guia Márcio Ribeiro


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