Governo abate 2 mil jegues; ‘interesse econômico’, acusa vereadora

Os animais serão sacrificados até outubro, no município de Miguel Calmon, centro-norte baiano, para consumo e exportação de couro para a China

Informações bahia.ba
(Fotos: Pedro Moraes/GOVBA)

A Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri) vai abater dois mil jegues até outubro, no município de Miguel Calmon, no centro-norte da Bahia. Cerca de 300 animais já foram sacrificados. Segundo a pasta, a maioria dos jumentos foi capturada em rodovias estaduais e federais que cortam o estado. A carne será usada para o consumo e o couro será exportado para a China.
A expectativa é de que a medida gere cerca de 200 toneladas de produtos não destinados à alimentação humana. Em nota, a assessoria da Seagri informou que a medida foi realizada com base na Portaria nº 255, de junho de 2016, que define os critérios para o abate de equídeos na Bahia.
Protesto – A vereadora de Salvador Ana Rita Tavares (PMB), que luta pela defesa dos animais, disse ter contatado o deputado federal Ricardo Izar (PP-SP), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos Animais na Câmara, para tentar barrar a ação da Seagri. “Infelizmente, os governos não se preocupam em cuidar dos animais, eles têm interesse econômico. Isso é absurdo. O argumento [de que os animais estão condenados] é para atender interesses econômicos”, disparou, em entrevista ao bahia.ba.
Não há legislação que proíba ou legalize o abate de cavalos e jegues mas, para a legisladora, todo animal tem o direito à vida. “O ser humano que deliberou que o animal tem que morrer. Devemos fazer um movimento no Brasil para que esses animais não sejam abatidos. O animal não tem pecado algum. Mata para comer. O ser humano mata sem razão, mata por ambição”, completou.
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