Vereador que agrediu namorada da filha pensou que era ladrão, diz polícia

Presidente da Câmara disse que não reconheceu vítima e filha mais velha.
Ele se apresentou na delegacia na manhã desta sexta, três dias após crime.


Do G1 BA, com informações da TV Bahia
Vereador é suspeito de agredir namorada da filha
(Foto: Reprodução/TV Bahia)
Suspeito de agredir a namorada da filha, o vereador Edmilson Freitas, presidente da Câmara de Firmino Alves, no sul da Bahia, se apresentou à delegacia na manhã desta sexta-feira (10), com o advogado, e alegou que, como estava escuro no fundo da casa, cometeu o ato por achar que se tratava de um ladrão. Ele disse não ter reconhecido nem mesmo a filha, segundo a polícia, e foi liberado da delegacia. A Polícia Civil vai ouvir mais testemunhas e encaminhar o inquérito à Justiça. O crime aconteceu na noite de terça-feira (7).
"Ele disse que sempre entram no quintal para roubar galinha. É um lugar grande, com árvore. Ele disse que estava escuro, que não percebeu quem era. Mas diss que não aceita [o namoro da filha] na família e que tem a posição dele", afirmou o delegado.
A vítima tem 16 anos e namora a filha mais velha do vereador. Ela teve dedo quebrado, marcas de facão na perna e hematomas pelo corpo. Mesmo negando ter reconhecido as duas, informa a polícia, o principal suspeito disse que tem família religiosa e não aprova o relacionamento, que já era conhecido. A esposa e a filha mais nova, 15 anos, também teriam cometidos a agressão.
A vítima foi submetida ao exame de corpo de delito na quinta-feira (9) e a mãe, Rosenildes da Silva, prestou queixa também na delegacia da mulher. A filha do vereador também teria ficado ferida e é aguardada na delegacia
Caso
"Tanto ele como a minha mãe não gostavam. Por isso, ele fez isso", acusa a vítima. A agressão ocorreu por volta das 22, no fundo da casa do vereador, quando ele teria visto a filha mais velha com a adolescente. A vítima relatou que foi puxada pelos cabelos. "Começou a bater com cabo de vassoura, a bater na minha cabeça", detalhou, um dia depois do crime.
De acordo com a mãe da vítima, Rosenildes da Silva, conselheira tutelar, a agressão acabou quando uma colega de trabalho, que é parente da família do vereador, chegou ao local. A mãe prestou queixa e a vítima fez exame de corpo de delito. "Eu estou muito chocada. Ele sendo um vereador, presidente da Câmara, jamais poderia ter feito isso", afirmou.
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