Uso de cadeirinha em veiculos reduz em até 80% o numero de mortes de crianças no trânsito

Segundo especialista, falta de conhecimento e negligência do condutor são algumas das principais causas para este tipo de infração

Por Lucio Agberto | bcbiz
Varias cadeirinhas de segurança para criança em automóveis  (Foto: Alina Souza)
Trânsito no mundo mata 500 crianças por dia  (Foto: Alina Souza)

No feriado da Independência, a Polícia Rodoviária Federal registrou um aumento de 41% de infrações em transporte de crianças sem uso de cadeirinha - em comparação com o mesmo período de 2017. As rodovias brasileiras devem receber novamente um grande fluxo de veículos no Dia das Crianças e, mais uma vez, as atenções se voltam para o alerta sobre o uso desse equipamento, que tem um único objetivo: proteger a vida dos pequenos em caso de acidente.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as cadeirinhas e dispositivos de segurança reduzem 70% das mortes entre bebês e entre 54% e 80% das mortes de crianças. Ano a ano, ações de conscientização são criadas para contribuir com um trânsito mais seguro. Uma delas é o Selo Laço Amarelo, aderida pelo Observatório Nacional de Segurança Viária, que visa chamar a atenção para a importância de manter as crianças mais seguras dentro do veículo.


Segundo a especialista em educação digital e diretora de Produtos da Procondutor, Claudia de Moraes, a falta de conhecimento do condutor e a negligência são algumas das principais causas para este tipo de infração. "Muitos deles desconsideram que acidentes podem acontecer com qualquer pessoa. Deste modo, além de colocarem a própria vida em risco, colocam também a vida das crianças, sendo que o transporte delas é de responsabilidade destes condutores", afirma.

A especialista acredita que é possível mudar o comportamento de muitos motoristas, com ações de educação e conscientização como as melhores alternativas. "O condutor brasileiro tem a crença de que a educação no trânsito não é importante, talvez porque ele tenha contato com o tema somente quando vai tirar a CNH. Por ser tão relevante, o tema deveria ser discutido em diferentes momentos da formação educacional do cidadão, ou seja, desde o ensino fundamental, passando pelo ensino médio e, também, no momento da emissão da habilitação. O Brasil é o quinto país que mais mata pessoas no trânsito, com mais de 47 mil mortes por ano, portanto, este assunto não deveria ser transversal nas escolas e, sim, obrigatório, para que assim tenhamos condutores mais conscientes do impacto de suas atitudes no trânsito", conclui a diretora.

Somente no Brasil, os motoristas flagrados com crianças no banco de trás, mesmo usando o cinto, mas sem o equipamento adequado, respondem a infração gravíssima, com 7 pontos na carteira e multa de R$ 293,47.


Regras para cada idade (Fonte: Ministério das Cidades)

- Bebês de até 1 ano devem ser transportados no banco de trás do carro no bebê conforto, de costas.

- Crianças entre 1 e 4 anos devem ficar na cadeirinha presa com o cinto e no banco traseiro.

- Crianças com idade entre 4 e 7 anos e meio, deve ser utilizado um assento de elevação no banco de trás.

- Crianças com idades entre 7 anos e meio e 10 anos devem utilizar apenas cinto de segurança no banco de trás.


Sobre o Grupo Tecnowise

O Grupo Tecnowise agrega empresas especializadas em soluções para diferentes necessidades e segmentos, com destaque para a prevenção de conflitos que envolvam o fator humano, aplicando tecnologia à educação e ao aprimoramento de processos e uso de dados no segmento de trânsito. Composto pelas empresas Procondutor, ProSimulador, iMonitore, WisePro BI, Tecnobank e Younder, é pioneiro no desenvolvimento de ferramentas para formação, treinamento, capacitação e aprimoramento de condutores, além de sistemas inteligentes de gestão, monitoramento de processos, uma plataforma completa de aprendizagem virtual e ferramentas de controle e gestão de riscos, customizadas para os setores financeiro, bancário e de seguros veiculares. Presente em mais de 1,7 mil municípios brasileiros, leva alta tecnologia às mais remotas regiões do país, contribuindo para a padronização e a evolução do processo de formação de motoristas no Brasil e, consequentemente, para a transformação da mobilidade humana.
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