Cidade na Bahia tem 155 incêndios em vegetação em menos de 3 meses

Segundo tenente do Corpo de Bombeiros, principal causa é a utilização do fogo para limpeza de terrenos.


Informações G1 BA
Número de incêndios registrados em vegetação entre agosto e outubro é cinco vezes maior que no mesmo período de 2017 (Foto: Reprodução/ TV Santa Cruz)
Número de incêndios registrados em vegetação entre agosto e outubro é cinco vezes maior que no mesmo período de 2017 (Foto: Reprodução/ TV Santa Cruz)
Cento e cinquenta e cinco incêndios em vegetação foram registrados entre 1º de agosto e 10 de outubro, na cidade de Teixeira de Freitas, no sul da Bahia. O número é cinco vezes maior que o contabilizado no mesmo período de 2017, quando 27 casos ocorreram.


Segundo o tenente Milton Borges, chefe da seção operaconal do 18º Grupamento de Bombeiros Militares, a principal causa das chamas é a queima proposital para a limpeza de terrenos. “O que está acontecendo é que as pessoas, na prática de limpeza de terrenos, acabam recorrendo às queimadas", diz o bombeiro.


Ainda segundo o tenente Milton Borges, o clima seco na região também tem contribuído para o numero elevado de queimadas.

“No ano passado, nesta mesma época do ano, foram mais ocorrências de períodos chuvosos, o que ajudou na redução do índice de incêndios em vegetação. Este ano, o período de estiagem foi mais prematuro. No início do mês de agosto já estávamos no período de estiagem, o que culminou com esse aumento nas estatísticas dos incêndios em vegetação”, explica.

A cozinheira Goreth Figueiredo diz que os donos de terrenos incendeiam as áreas durante todo o dia. “A queimada aqui em Teixeira está bastante. Eles não estão tendo respeito. É de dia, é de noite", fala.


A aposentada Geni Francisca da Silva, de 88 anos, quase teve a casa atingida pelo incêndio em um terreno vizinho ao da residência dela. “Eu pensava que era o vento, mas depois eu saí e vi que era fogo. Eu vi logo a fumaça”, conta.

O tenente Milton Borges informou que utilizar fogo para a limpeza de terreno é uma prática considerada crime ambiental.

Se a queima for realizada em pasto, a multa chega a R$ 1 mil por hectare. Já for em área de floresta e proteção ambiental, a multa pode chegar a R$ 7 mil por hectare e pena de dois a quatro anos de prisão.


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