Participantes do Fórum Mundial foram conhecer Águas Emendadas

Informações WWF-Brasil
Foto do Rio com algumas vegetações ao redor e um pé de coqueiro no meio das Águas Emendadas
(Foto: Reprodução)

WWF-Brasil e o Instituto Brasília Ambiental (IBRAM) realizaram ontem, dia 22 de março, uma visita guiada com os participantes do 8o Fórum Mundial da Água em uma das primeiras estações ecológicas do Distrito Federal, a Estação Ecológica das Águas Emendadas (Esecae). O encontro – que se repetirá no sábado, 24 de março – mostrou a importância dessa Estação, que dá origem as duas maiores bacias hidrográficas do Brasil (Araguaia-Tocantins, São Francisco e Prata), os trabalhos de monitoramento, pesquisa e educação ambientais lá realizados.

Situada na Região Administrativa de Planaltina, a cerca de 30 km de Brasília, esta é uma das 73 Unidades de Conservação do Distrito Federal. Categorizada como de proteção integral, a UC tem uso restrito, sendo permitida visita apenas para desenvolvimento de projetos de educação ambiental e pesquisa científica. Com uma área total quase 11 mil hectares, sua vegetação é predominantemente de Cerrado, com veredas, lagos e uma rica fauna. O nome Águas Emendadas foi dado pelos primeiros exploradores devido ao fato de lá estarem juntas nascentes que se espalham para lados opostos do país, norte e sul.


Ao todo 37 pessoas, dentre elas dez estrangeiros, passaram o dia na Esecae, onde puderam conhecer algumas trilhas, participar de um almoço com pratos típicos do bioma, assistir a palestras e vídeos produzidos pelo WWF-Brasil, como, por exemplo, o curta “Grande Sertão”.

Kolbe Soares, analista de conservação do Programa Cerrado Pantanal do WWF-Brasil, ressaltou em sua palestra as características do bioma como berço das águas. Segundo ele, “é no Cerrado que nascem as principais bacias do país e por ser elo com outros biomas, o bioma cumpre um papel importante na distribuição dos recursos hídricos. São suas águas, por exemplo, que alimentam o Pantanal”. No entanto, ele alertou para o fato de que a conversão da mata nativa, que já acometeu mais da metade do Cerrado, tem causado erosão e compactação do solo, o que modifica a dinâmica de infiltração da água responsável por alimentar os rios, lagoas, veredas e represas que produzem água e energia para muitos brasileiros.

Já o coordenador da Cooperativa dos Agricultores Familiares e Extrativistas do Vale do Peruaçu (CooPeruaçu), Joel Araújo Sirqueira, também presente no encontro, falou do quanto a criação da cooperativa, que contou com o apoio do WWF-Brasil, melhorou as condições de vida das comunidades da região, uma vez que as sucessivas secas têm comprometido o plantio na roça.


“O fortalecimento do extrativismo na região viabiliza a conservação da natureza, ajudando na manutenção da biodiversidade e de serviços ambientais como fornecimento de água, regulação do clima e contenção de erosões, ao mesmo tempo que gera renda à população. Isso representa enormes ganhos sociais e ambientais”, concluiu.
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