Restos mortais de mochileiro são achados na Chapada Diamantina

Não há registro de desaparecidos e polícia busca identificar vítima

Informações Correio24horas
Corpo foi achado na Chapada (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Corpo foi achado na Chapada (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Restos mortais humanos foram achados há dois dias no Vale do Capão, na Chapada Diamantina, segundo informou nesta quinta-feira (14) a Polícia Civil. A delegacia de Palmeiras encaminhou ao Departamento de Política Técnica (DPT) os restos para perícia de necropsia e exame antropemétrico para tentativa de identificação. O corpo foi achado na parte alta do Rio Riachinho, em Caté-Açu, e pelos objetos parecia se tratar de um mochileiro.
Perto do corpo, foram recuperados um celular e uma câmera fotográfica que também devem ajudar na identificação da vítima. “O chip ainda estava no celular, porém debaixo d’água”, explica o delegado Paulo Henrique de Oliveira, titular de Palmeiras.
Brigadistas da Associação dos Condutores de Visitantes do Vale do Capão foram os primeiros a serem avisados por visitantes sobre os restos mortais. A partir daí, a polícia e os bombeiros foram chamados e foram até o local. Também foram recolhidos próximo aos restos mortais barraca, roupas, mochila e outros objetos, como óculos escuros. 
“As fotos dos pertences desta pessoa poderão ser reconhecidas por amigos e familiares, ajudando a identificar de quem seria a ossada encontrada naquele ponto do Capão”, acredita o delegado. Até o momento, não há nenhuma ocorrência de desaparecimento na região onde o corpo foi achado e a polícia não tem ideia de quem pode ser.
Quem reconhecer algum dos pertences ou achar que sabe de quem pode ser o corpo, pode encontrar em contato pelo Disque Denúncia (3235 – 0000) ou diretamente com a Delegacia de Palmeiras ( 075 3332 – 2228).
Veja fotos dos pertences achados:
 

Outro caso
Em abril deste ano, foram encontrados outros restos mortais perto da Cachoeira da Fumaça, também no Vale do Capão. Próximo estava uma bolsa térmica com os pertences do espanhol Hugo Ferrara Tormo, 27 anos. Ele estava desaparecido desde dezembro de 2015. 
Entre os pertences, um diário. Na verdade, um livro e pedaços de caderno que foram utilizados, segundo a família, por ele para explicar o que houve.
“Ele escreveu para que soubessem o que tinha acontecido”, acredita Isabel Tormo, mãe do jovem, que veio a Bahia em maio para ter a confirmação da morte do rapaz. 
Isabel e Paola Tormo, mãe e irmã de espanhol desaparecido em 2015 na Chapada; diário encontrado (Foto: Marina Silva/Arquivo Correio)
Isabel e Paola Tormo, mãe e irmã de espanhol desaparecido em 2015 na Chapada; diário encontrado (Foto: Marina Silva/Arquivo Correio) 

A família pediu em 2016 a quebra de sigilo telefônico do turista para saber se ele tinha saído ou não da Chapada Diamantina. Os parentes chegaram a oferecer recompensa de R$ 15 mil para quem conseguisse ajudar a achar Hugo. 
Segundo a Polícia Federal, Hugo desembarcou em Seabra no final de 2015 - informação divulgada em fevereiro de 2016. Desde então, não mantinha mais contato com a família, o que não era comum. Os planos eram para o rapaz seguir de Seabra para Lençóis, a cerca de 70 km, mas ele nunca chegou. 
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