Para frequentadores, falta divulgação para o Pelourinho

Região sofre com esvaziamento após período do Carnaval

Informações Correio24horas
(Foto: Almiro Lopes/Correio)


Frequentador do Pelourinho, o publicitário Antônio Chequer costuma ir ao bairro pelo menos uma vez por semana e acredita que tanto o estado quanto o soteropolitano têm uma visão equivocada sobre o local. “É triste ver como isso aqui é subutilizado quando não tem turista. Não é difundida a ideia de que o bairro vive mesmo depois do Verão. As pessoas precisam parar de pensar que Pelourinho é só tererê, fita do Bonfim e acarajé de R$ 15. Existe entretenimento, basta divulgar da forma correta”, diz. 
Para o comerciante Joel Gonzaga, do Bar Gêmeos, o fechamento de comércios tem provocado um efeito dominó. “Se meus vizinhos vão fechando, as pessoas não vêm, então eu também não tenho como abrir. Quem está aqui hoje, está por resistência”.  
Clarindo Silva, dono do lendário Cantina da Lua e um dos principais defensores do Pelourinho, diz sentir-se triste e desrespeitado. “Faz dó ver tudo fechado. Modéstia à parte, investi tudo o que podia nesse lugar, acreditando que ele seria autossustentável e não é por falta de investimento federal, estadual e municipal. Vejo o Pelourinho como o coração do Brasil, mas as autoridades não enxergam isso”, lamenta ele, há 46 anos local. Ele conta que, do final de 2016 para cá, precisou demitir oito funcionários.
Para Seu Antônio Nicanor, 67, membro da Irmandade do Rosário dos Pretos, as atividades do Pelourinho estão mesmo fracas, mas insiste que o problema não é apenas de responsabilidade estatal. “As pessoas não vêm mais porque não sabem o que tem para fazer aqui. No dia de Terça da Bênção quando acaba a celebração, não tem mais nada”, observa. 
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