MP-BA deflagra segunda etapa da ‘Operação Adsumus’ na RMS

A primeira fase foi marcada pela prisão de dois gestores, acusados de ajudar a organização que desviou mais R$ 24 mi dos cofres de Santo Amaro

Informações bahia.ba
(Foto: Carlos Augusto/Prefeitura de Santo Amaro)

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) deflagrou, no início da manhã desta terça-feira (6), a segunda etapa da “Operação Adsumus”. Para dar prosseguimento ao desmonte do esquema, que desviava recursos públicos desde 2011, na prefeitura de Santo Amaro, localizada no Recôncavo Baiano, foram expedidos oito mandados de condução coercitiva que são cumpridos nas cidades de Salvador, Lauro de Freitas e Camaçari, localizadas na Região Metropolitana de Salvador (RMS), para que sejam esclarecidas as atuações dos conduzidos junto às empresas Real Locação, Serv Bahia, Grauthec Construtora Ltda e Oliveira Santana Construções.
As instituições envolvidas em um esquema irregular de contratação de obras, locação de maquinário e realização de serviços públicos, causou um dano de mais de R$ 24 milhões aos cofres de Santo Amaro. A operação, que tem o apoio da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Civil, cumpre ainda mandados de busca e apreensão e tem também o objetivo de conseguir detalhar os trâmites dos procedimentos licitatórios em Santo Amaro e a aferição do poder de gestão dos conduzidos no cenário criminoso.
No último mês de julho, a “Operação Adsumus” descortinou a origem de uma associação criminosa no seio da Secretaria de Obras de Santo Amaro. Conforme as investigações, os atos ilegais eram executados por agentes públicos, com a participação de empresas privadas, e uma intensa e ilegal movimentação financeira foi desvendada. Elas eram concentradas pelas empresas Grauthec Construtora Ltda/ Oliveira Santana Construções, Serv Bahia Locações de Máquinas e Equipamentos Ltda/Real Locação de Veículos Máquinas e Equipamentos Ltda e Ayres Materiais de Construção Ltda.
Vice e secretário presos – A primeira fase da operação foi marcada pela prisão do vice-prefeito do município, Léo Pacheco (PSB), e do secretário de Obras e Serviços da cidade, Luís Eduardo Pacheco Alves, que são acusados de autorizar as ações da organização, que envolvia empresários e agentes públicos. Ambos estão em liberdade provisória desde o dia 3 de agosto, quando foram beneficiados por uma liminar e um habeas corpus, respectivamente.
Compartilhar Google Plus

Caixa de comentários

0 Comentários:

Postar um comentário