Trabalhadores em regime de escravidão são resgatados em Vitória da Conquista

Trabalhadores eram mantidos em alojamentos sem condições de saúde e higiene e atuavam sem contratos

Informações Correio24horas
Alojamentos foram interditados  (Foto: Divulgação)
Alojamentos foram interditados  (Foto: Divulgação)

Cinco trabalhadores foram resgatados na segunda-feira (30) de uma fazenda na zona rural de Vitória da Conquista, sudoeste baiano, onde eram mantidos em condições de regime análogo à escravidão. Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT) na Bahia, os trabalhadores eram mantidos em alojamentos sem condições de saúde e higiene e atuavam sem contratos de trabalho, entre outras irregularidades.
Os trabalhadores foram retirados do local pela Polícia Rodoviária Federal e retornaram para suas residências em Itambé. O dono da fazenda foi preso em flagrante pela PRF e levado à Superintendência da Polícia Federal de Conquista.
A operação de resgate foi feita por uma força-tarefa que inclui MPT, Ministério do Trabalho, governo estadual e PRF. O grupo foi até o local após denúncia de trabalho irregular e em condições degradantes na fazenda. Os trabalhadores foram contratados há dois meses pelo dono da Fazenda Rancho Fundo para atividade de roçagem do pasto na fazenda, que fica a cerca de 20 km do Centro de Conquista. Eles recebiam R$ 40 por dia trabalhado. 
Os cinco trabalhadores resgatados receberam nesta terça carteiras de trabalho e guias para dar entrada no seguro-desemprego. O procurador do MPT, Ilan Fonseca, afirmou que vai solicitar a assinatura da carteira de trabalho dos trabalhadores, bem como pagamento de rescisões no valor de cerca de R$ 20 mil. Ele ainda vai ajuizar ação civil pública pedindo indenização pelos danos morais individuais e coletivos praticados. 
O alojamento foi interditado. Os empregados dormiam em camas improvisadas, ao lado de cavalos, sem sanitários e sem condições de higiene, ao lado de um fogareiro aceso. Eles trabalhavam sem equipamento adequado, comiam carne que era preparada sem higiene e não tinham carteiras assinadas.
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