Ilhéus declara situação de emergência devido a crise hídrica

Medida visa acelerar ações para minimizar danos causados à população da cidade do sul baiano

Informações bahia.ba
(Foto: Reprodução/ Google Maps)

Em entrevista coletiva, em que revelou a licença médica em decorrência de um tratamento oftalmológico pós-operatório no olho esquerdo, o prefeito de Ilhéus Jabes Ribeiro (PP) anunciou a decretação de estado de emergência devido à crise hídrica pela qual passa a cidade do sul baiano. Um parecer técnico da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Sema) informou que “não havendo mudanças climáticas significativas, o atual nível de água na barragem será suficiente para o abastecimento por cerca de dois meses”.
De acordo com o gestor, a medida foi adotada após “intensas conversas” com os órgãos técnicos da área, levando em consideração os níveis das barragens do Iguape e do Rio Santana e o fim do período de alta estação. “A partir de agora, apesar de o abastecimento ser de responsabilidade restrita da Embasa, o município cria as condições para que a empresa tome providências concretas no sentido de minimizar a crise hídrica que assola boa parte de nossa comunidade”, disse o gestor.
O comunicado foi feito pelo pepista exatamente um mês após a Embasa iniciar o rodízio no abastecimento em partes altas e outros bairros locais e busca criar condições objetivas para a adoção de medidas por parte do governo do Estado visando para solucionar o problema. Ribeiro explicou ainda que, embora a responsabilidade do abastecimento de água, seja da empresa pública concessionária do serviço, a prefeitura tem a atribuição de zelar pela conservação e defesa dos recursos hídricos, nos termos da Lei Orgânica do Município.
Obras – Com o decreto de emergência assinado pelo prefeito Jabes Ribeiro, publicado no Diário Oficial do Município, aguarda-se agora o reconhecimento da situação por parte do governo do Estado. A medida vai acelerar, por exemplo, a obra para reativação da barragem do Parque Municipal da Boa Esperança, que entrou em desuso nos anos 1970 e já está em sua fase inicial. Em funcionamento, oferecerá reforço no abastecimento de 5 mil metros cúbicos ao dia.
Apesar das ações já em execução, o secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Antonio Vieira, ressalta que somente um considerável período de chuvas pode reverter definitivamente o problema. “Estamos há nove meses sem chuvas nos mananciais e as ações são de caráter emergencial, por isso, somente a conscientização da comunidade e a volta das chuvas pode mudar o quadro atual”, disse.
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