Trilha da Cachoeira da Fumaça é liberada após interdição na Chapada Diamantina

Há ainda foco de incêndio em Lençóis, Palmeiras e Ibicoara

Informações Correio24horas
A trilha que dá acesso à Cachoeira da Fumaça, no Vale do Capão, no município de Palmeiras, foi reaberta novamente para os visitantes na manhã desta segunda-feira (7). Segundo informações da Associação dos Condutores de visitantes do Vale do Capão (ACV-VC), o incêndio foi provocado por um raio que caiu na região do Boqueirão há cerca de dez dias e já está controlado.  
A trilha havia sido interditada na madrugada de domingo (6) por conta da grande quantidade de fumaça no local. ""Há focos de difícil acesso em paredões, em locais que oferecem risco de vida aos brigadistas", informou a ACV-VC por meio de nota. Apesar de liberada, os brigadistas da ACV-VC orientam que os turistas acessem a trilha da Cachoeira da Fumaça acompanhados de um guia.  
(Foto: Mateus Pereira/GOVBA)

Ainda de acordo com a ACV-VC, ainda há alguns pequenos focos de incêndio no local, mas o combate está em fase de rescaldo e monitoramento. "Hoje a noite cinco brigadistas vão subir a serra para fazer o rescaldo noturno. Esse rescaldo é importante porque a terra está muito quente", informou um brigadistas que preferiu não se identificar.   
Segundo informações da Secretaria de Meio Ambiente do Estado da Bahia (Sema), há ainda outros quatro focos de incêndio: um na Gruta do Lapão, que fica na região do Barro Branco, no município de Lençóis, e três no município de Ibicoara. Em Ibicoara, dois dos três incêndios que haviam sido registrados na região do Baixão, nesse fim de semana, foram extinguidos.
Entretanto, um novo foco de incêndio na região do Baixão foi identificado nesta segunda-feira (7). Além disso, segundo o  Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), outro foco de fogo foi inciado no limite oeste do Parque Nacional, próximo a região do Agropolo. Ainda conforme o ICMBio, é provável que os novos focos de incêndio tenham aumentado a estimativa dos quase 8 mil hectares atingidos pelo fogo dentro do Parque Nacional. Não há previsão para uma nova estimativa. 

Incêndios naturais  
Conforme a analista ambiental do Parque Nacional da Chapada Diamantina, Marcela de Marins, os três incêndios em Ibicoara foram provocados por raios. "Os moradores relataram que caíram vários raios naquela região e, logo depois, o incêndio subiu", conta. 
A analista ambiental ressalta também que a grande quantidade de focos naturais de incêndio é uma situação incomum na Chapada Diamantina. "Ultimamente estamos tendo vários fogos causados por raio, o que é bem incomum", explica.  
(Foto: Marcela de Marins/ICMBio)

De acordo com a Sema, a grande intensidade de raios na região da Chapada nos últimos dias é causada por uma interferência do fenômeno El Niño. A pasta explica ainda que essa interferência acontece em um intervalo de 5 a 7 anos, resultando nos piores incêndios na região, como em 2001, 2008 e 2015. 
“A alta nebulosidade ocasionou um aumento de descargas elétricas (raios) na região. Como houve pouca ocorrência de chuvas, existe a possibilidade destes raios, incidindo em áreas de vegetação mais seca, terem provocado o início de novos focos”, explica o meteorologista do Inema, Heráclio Alves.
CombateAinda de acordo com a Sema, são 55 pessoas trabalhando no combate ao fogo na Chapada Diamantina, dentre eles 20 bombeiros enviados pelo Governo do Estado neste fim de semana. Além disso, na terça-feira (8), mais 40 bombeiros militares devem chegar a Chapada para reforçar o combate ao fogo. 
Além disso, mais dois aviões tanque e um helicópteros foram enviados a região, além de veículos tracionados, como 4x4. Assim, os bombeiros e brigadistas estão contando com quatro aviões e dois helicópteros para transportar água e brigadistas. 
A chuva que caiu em alguns municípios da Chapada também auxiliaram no combate ao fogo. “Com o trabalho intenso das brigadas e as chuvas que caíram nos últimos dias, conseguimos controlar o incêndio próximo a Gruta do Lapão, no município de Lençóis”, pontuou a coordenadora do Bahia Sem Fogo e perita em incêndios florestais, Fabíola Cotrim.   
Marcela de Marins ressalta também a importância dos sobrevoos na região. "O sobrevoo serve para avaliar a extensão da área queimada e o comportamento do fogo. Ele ajuda a definir a estrategia de combate", explica.
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