Homem é assassinado a tiros dentro de carro em Camaçari

Marcos Figueredo, 24 anos, o Sopa, respondia por tráfico de drogas e o crime pode estar relacionado ao comércio de entorpecentes

Informações Correio24horas
O corpo de um homem foi encontrado dentro de um carro, na manhã desta segunda-feira (28), em Camaçari, Região Metropolitana de Salvador. Marcos Soel Figueredo, 24 anos, o Sopa, como também era conhecido, estava em um Ford Fiesta com três perfurações de bala: uma na cabeça, uma nas costas e outra no pescoço.

(Foto: Luciano Júnior)

Marcos respondia por tráfico de drogas e, segundo a delegada Daniele Monteiro, titular da 26ª Delegacia (Vila de Abrantes), o crime pode estar relacionado ao comércio de entorpecentes. “Ele era investigado como traficante região. Tudo indica que a motivação é o tráfico”, diz a delegada, que ainda não tem suspeito.  Marcos foi preso por tráfico em 2010, em Camaçari.
O Ford Fiesta (JNT-6023) estava parado na Rua Tuiuí, uma estada de barro, atrás do Loteamento Campo dos Pássaros, situado a poucos metros da Cetrel, empresa de monitoramento ambiental. Segundo a delegada Daniele Monteiro, o crime aconteceu pouco depois da meia-noite. “Foi quando moradores informaram que ouviram os disparos”, diz a delegada.
O carro não apresentava perfurações externas. De acordo com a investigação, Marcos estava sentado no banco do carona, com todas as perfurações no lado esquerdo do corpo.  “Quem atirou estava à esquerda da vítima, ou seja, no banco do motorista”, pontua a delegada, que informou em seguida que o carro era da vítima.
(Foto: Luciano Júnior)

Ainda de acordo com ela, Marcos tinha duas barracas à beira da pista, na localidade de Lagoa Azul, ainda no Loteamento Campo dos Pássaros. “Estamos apurando a informação de que ele vendia bebidas de fachada, que na verdade o ponto era de tráfico”, declara Daniele Monteiro.
O Fiesta estava parado em frente à casa do lavrador Bernabé Santos Santana, 50, mas ele disse que sequer escutou os tiros.  “Estava dormindo. Todo dia cedo vou no sítio que tomo conta, foi quando vi o carro e falei para a presidente da associação de moradores, que chamou a polícia”, declara.
Questionado se conhecia Marcos, o lavrador responde: “Ele morava em outra rua. Passava, falava comigo. Não tenho a dizer mais sobre ele. Não éramos amigos, apenas conhecidos”, diz. Parentes de Marcos acompanharam a remoção do corpo pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT). Entre eles, estava a mulher da vítima, mas ninguém quis falar sobre o caso. 
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