Vice-prefeito é suspeito de mandar matar namorada e está foragido

Político atua na prefeitura de Canapi, em Alagoas, e crime foi na Bahia.
Delegada disse que pistoleiros foram contratados para executar a ação.


Informações G1 BA
O vice-prefeito da cidade de Canapi, em Alagoas, é suspeito de ser o mandante da morte da então namorada, Josielma Alves da Silva, e é considerado foragido após não ter sido achado durante operação da Polícia Civil que pretendia cumprir mandado de prisão contra o político.
De acordo com a delegada Lígia Nunes de Sá, titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM), por ciúmes, ele mandou matar a companheira em Paulo Afonso, no norte da Bahia, que acompanhava a mãe para fazer tratamento de saúde, em abril deste ano.
A operação aconteceu na quarta-feira (23) e prendeu Mário César Camilo da Silva, que teria sido responsável por contratar dois pistoleiros. Na casa do vice-prefeito, foram achadas uma pistola calibre 12, municiada com sete cartuchos, 39 munições do mesmo calibre e mais 20 cartuchos para calibre 380.
"O crime ocorreu em abril e, desde então, estamos em investigação constante. Inicialmente, prendemos três pessoas, sendo dois executores do crime. Um deles suscitou a informação dizendo que quem mandou era companheiro da vítima. Diante dessa informação, primeiro nós fomos averiguar para saber se era verdadeira. No decorrer, conseguimos as provas e tivemos a conclusão", afirmou a delegada. A terceira pessoa presa foi solta porque não foi comprovado envolvimento no crime.
O vice-prefeito, segundo a polícia, foi intimado duas vezes para prestar depoimento, mas alegou que não podia comparecer. Segundo a delegada, o crime foi passional. "Ele não queria que ela fosse a Paulo Afonso sozinha. Imaginava que iria se encontrar com amante. Ees tinham relacionamento amoroso, mas não eram casados. Estavam juntos há cerca de 1 ano", informou.
O crime aconteceu no bairro de Prainha. Ela foi alvo de diversos tiros, segundo a polícia, e morreu 10 dias depois. A operação policial deflagrada na cidade alagoana foi batizada de "Desdêmona" e contou com apoio da 18ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Paulo Afonso) e das Delegacias Territoriais (DTs) de Paulo Afonso e Glória.
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