Achada ferida, jovem que sumiu a caminho de concurso relata sequestro

Beatriz de Jesus da Silva desapareceu no domingo (7), em Mata de São João.
Segundo a polícia, a jovem disse em depoimento que foi sequestrada.


Informações G1 BA
jovem de 20 anos que desapareceu no domingo (7), na cidade de Mata de São João, localizada na região metropolitana de Salvador, após sair de casa para fazer uma prova de um concurso público, foi encontrada nesta terça-feira (9) e afirmou à polícia que foi sequestrada por três homens.
De acordo com a Polícia Civil (PC) de Mata de São João, Beatriz de Jesus da Silva disse que o sequestro ocorreu a  cerca de 200 metros da escola Monsenhor Barbosa, onde ela iria fazer a prova. A vítima foi encontrada com cortes superficiais nos braços e abdômen.
Jovem de 20 anos desapareceu depois de sair de casa para fazer prova de concurso em Mata de São João, na Bahia. (Foto: Arquivo Pessoal)
Jovem de 20 anos desapareceu depois de sair de casa para fazer prova de concurso em Mata de São João, na Bahia. (Foto: Arquivo Pessoal)
"Eu fui comprar uma água. Cheguei em um lugar e não encontrei, aí fui em outro. Quando estava voltando para a escola, um carro parou ao meu lado, achei que queriam informações, mas aí um homem saiu e me jogou para dentro do carro. Tinham três homens no carro. Fiquei desesperada", relata Beatriz de Jesus.
Segundo o investigador Romualdo Alves, a jovem revelou em depoimento que fugiu após ter percebido que sequestradores haviam saído do cativeiro. Do local, ela detalhou que andou por bastante tempo até a 'Estrada da Cascalheira', que fica próximo de Camaçari, cidade também localizada na região metropolitana de Salvador.
"Quando ela estava lá, passou um caminhão, e o motorista a reconheceu. Ele, então, entrou em contato com a polícia, e nós fomos buscá-la", afirma.
O investigador acrescenta que a vítima disse que não sofreu abuso sexual. Entretanto, ele ressalta que não pode entrar em detalhes com relação às exigências que os suspeitos fizeram à jovem para não comprometer as investigações.
Beatriz é a filha única de Patrícia de Jesus. A jovem perdeu o pai aos 5 anos e a mãe estava desesperada à procura da menina. "Quando cheguei na delegacia ela estava conversando com o delegado, depois um policial disse que eu poderia entrar na sala. Quando vi minha filha, não conseguia falar, só chorar. Choramos juntas", diz Patrícia.
Ainda segundo Patrícia, Beatriz não tinha desavenças. "Ela não tem namorado, não usa drogas, não gosta de beber, não é de festas. É uma menina caseira", disse a mãe, quando ainda procurava por Beatriz.
De acordo com Patrícia, a filha saiu para fazer a prova com a identidade, R$ 4, o celular e uma caneta. Ela conta que os portões seriam abertos para realização da prova por volta das 8h40, mas como elas moram próximo à escola, Beatriz saiu de casa por volta das 8h25. Ao chegar em frente ao colégio, a jovem chegou a ligar e informou à mãe que estava bem e aguardava a abertura dos portões.
"Ela chegou na frente do Colégio Monsenhor Barbosa, que é perto da nossa casa, e me ligou. Achei que ela estaria fazendo a prova, o tempo foi passando e ela não chegava em casa e eu fui procurar a polícia", conta Patrícia.
Ainda de acordo com a mãe da jovem, ela imagina que a filha tenha ido à escola errada para fazer a prova e que na verdade deveria ter ido para o Colégio Rosa Vieira, um pouco mais distante de casa. Contudo, a polícia informou à Patrícia que, de acordo com a lista de presença dos candidatos, Beatriz não teria feito a prova nessa escola.
Assim que desconfiou da demora da filha, Patrícia ligou diversas vezes para o celular dela, que estava desligado. A polícia disse que registraria o caso mesmo sem ainda ter completado 24 horas, mas pediu que ela procurasse a garota pela cidade.
A mãe conta que procurou pela filha até em outras cidades. Fui em Dias D'Ávila e Camaçari [ambas cidades na região metropolitana], procurei nos hospitais e nada", afirma. "Ela não tinha motivo para desaparecer, não tinha briga, todo mundo da cidade conhece ela, uma menina adorável", conclui.
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