Jovem nega ter matado adolescente que teria recusado sexo na Bahia

Garoto de 15 anos se apresentou à polícia na tarde desta segunda (6).
Em depoimento, ele afirmou que disparo que causou morte foi acidental.


Informações G1 BA

O jovem de 15 anos suspeito de matar uma adolescente de 13 anos na zona rural do município de Serra Preta, a 180 quilômetros de Salvador, se apresentou à polícia na tarde desta segunda-feira (6) e negou que tenha disparado contra a jovem por ela ter negado sexo.
De acordo com o titular da 1ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin/ Feira de Santana), Ricardo Brito, o jovem confirmou que foi responsável pelo disparo que atingiu o pescoço da adolescente, mas ressaltou que o tiro foi acidental. Ainda segundo o delegado, o adolescente não soube explicar porque estava com a arma. O garoto também afirmou que namorava a vítima.
Segundo a polícia, o jovem foi ouvido e liberado, já que é menor de 18 anos, sendo que o processo será encaminhado para a Justiça.
Sepultamento
O corpo da estudante Paloma Barreto, de 13 anos, morta após ter sido baleada no pescoço, foi sepultada na sexta-feira (3).
Familiares, que preferiram não se identificar, informaram à polícia que três adolescentes levaram a jovem para uma casa na zona rural do município, e um suspeito de 15 anos tentou manter relações sexuais com ela. Ainda segundo a família, ela teria negado a relação e acabou levando um tiro de espingarda.
Multidão foi ao sepultamento da adolescente (Foto: Reprodução/TV Subaé)
Multidão foi ao sepultamento da adolescente
(Foto: Reprodução/TV Subaé)
Uma multidão acompanhou o velório da estudante, na casa da família. Parentes, amigos e colegas da escola lamentaram a forma bruta como a adolescente foi morta. “Ela era uma menina de ouro, divertida. Fazia a gente sorrir”, diz, emocionada, Gabriela Azevedo, amiga de Paloma.
De acordo com o que foi apurado até agora pela polícia, a estudante recebeu por e-mail o convite de um amigo para ir a um parque de diversões no último sábado (27) à noite, e depois eles seguiram com outros três adolescentes para uma casa, na zona rural do município, onde Paloma foi baleada com um tiro de espingarda no pescoço.
Um dos jovens, de 15 anos, está sendo acusado pela família de Paloma como autor do disparo. “Foi um tiro a queima roupa. Ele matou a minha filha”, lamentou Joelva Moura, mãe de Paloma.
De acordo com a delegada Maria Isabel Rodrigues, "o que nos chegou aqui inicialmente, através da Polícia Militar, foi que se tratava de uma situação em que houve um tiro acidental. Na segunda-feira (29), iniciamos as investigações, que caminham no sentido de que não tenha sido acidental", acrescenta a delegada.
O comércio do distrito do Bravo fechou as portas em respeito à passagem do corpo da estudante, que foi enterrado sob aplausos e pedidos de justiça.
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